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Andar com o tanque na reserva é arriscado     

 



Deixar o carro com pouco combustível é sinônimo de prejuízo para o bolso.



12/09/2018 - Texto: Autoline | Foto: Divulgação

Jaguar controlado pelo relógio

Quando a luz do marcado acender, abasteça imediatamente.
  
O automóvel tem vários sistemas que avisam o motorista quando estão com algum problema. Um deles é o tanque com pouco combustível. Se a luz do painel que mostra o marcador do reservatório acender não pense duas vezes: a atitude correta é abastecer o carro imediatamente.

Andar com o tanque na reserva é nocivo para o veículo e, por tabela, para o bolso do proprietário. Quando o carro está com pouco combustível, pequenos resíduos começam a se acumular no fundo do reservatório e são puxados junto com o líquido.

Com o passar do tempo, esses sedimentos causam enorme estrago: entopem filtro, bomba, tubulação, bicos injetores e outros componentes do motor. Se isso acontecer, não adianta encher o reservatório para tentar resolver o problema: será preciso levar o carro ao conserto.

Tanque na reserva é o inimigo número um da bomba de combustível, que pode superaquecer e -- na pior das hipóteses -- queimar. Afinal, a bomba é refrigerada pelo próprio combustível e, sem ele, a peça não consegue trabalhar direito, provocando superaquecimento do sistema. Dependendo do modelo, a bomba custa aproximadamente R$ 700. 

Outro risco de andar com o tanque na reserva é quando há pela frente uma subida ou uma curva acentuada. Nesse caso, o motor pode engasgar por causa da entrada de ar no sistema, comprometendo o desempenho do carro.

O tanque de combustível sempre deve ter, no mínimo, um quarto de sua capacidade para que o motor trabalhe sem riscos. Até porque parar por causa de pane seca é passível de multa de R$ 130,16 e quatro pontos na carteira de habilitação do infrator.