Carros tropicais 





Fabricantes mexem em vários sistemas dos veículos para adaptá-los às ruas brasileiras.

 

29/12/2016 - Texto: Autoline | Foto: Divulgação/Audi


Gol: número 1 em sinistro


É prática corriqueira das montadoras importarem para o Brasil alguns modelos que são vendidos lá fora. Mesmo aparentemente idênticos, ele precisam passar por modificações no motor, na suspensão e até no acabamento para se adaptar às características do piso e do clima brasileiros, além atrair o gosto do consumidor. É a chamada tropicalização.

 

As intervenções visam segurança, conforto, bom rendimento e durabilidade. Afinal, é diferente rodar nos tapetes europeus e nas ruas esburacadas do Brasil. Por isso, os veículos passam por mudanças na suspensão, que abrange molas, amortecedores, altura em relação ao solo, diâmetro de roda e pneus. Aliás, os pneus que calçam os carros brasileiros não precisam, é claro, levar em conta a necessidade de rodar na neve. 

 

A tropicalização considera as diferentes temperaturas encontradas no Brasil. O sistema de arrefecimento e a lubrificação do motor podem ser diferentes, uma vez que muito calor exige um sistema mais eficiente para evitar o superaquecimento do motor. 

 

A adaptação se estende ao ar-condicionado, recalibrado a fim de compensar o tempo quente, cumprindo, assim, a função de resfriar o ar até o ponto necessário para garantir o bem estar dos ocupantes.

 

Para que o carro não seja vítima dos alagamentos -- comuns com as chuvas de verão -- as fabricantes elevam a altura do sistema de admissão de ar, com o objetivo de impedir a entrada de água e sujeira no motor. Nesse caso, a tropicalização envolve ainda a vedação de portas, vidros e porta-malas. 

 

Como o combustível vendido no Brasil é diferente do oferecido lá fora, a adaptação afeta o motor. Nossa gasolina tem 27% de etanol em sua composição e os propulsores flex necessitam de um ajuste diferenciado para partidas a baixa temperatura. Até mesmo os bancos não escapam. Na Europa, o consumidor aprecia revestimentos claros, enquanto no Brasil o preto ainda é a cor preferida.